Sobre o jogo
Recurso educacional gamificado para o ensino de Biologia na 3ª série do Ensino Médio. Desenvolvido em HTML5 + React, roda diretamente no navegador — sem instalação, sem login, compatível com celulares, tablets e computadores. Fundamentado na aprendizagem baseada em jogos (Game-Based Learning) com elementos de resolução de problemas e autorregulação, transforma o estudo de taxonomia e biodiversidade em uma expedição narrativa pelos biomas do Brasil.
Tela inicial do Codex da Vida: o Brasil abriga mais de 20% da biodiversidade do planeta — sua missão é identificar, classificar e registrar organismos.
Destaques e Jogabilidade
6 fases com curva de dificuldade progressiva: o aluno começa organizando a hierarquia taxonômica no Cerrado, avança para critérios de classificação na Mata Atlântica, domina a nomenclatura binomial de Lineu na Caatinga, investiga fatores limitantes e nichos ecológicos no Pantanal, aplica conceitos de endemismo e conservação no Pampa, e finaliza com desafios integradores na Amazônia que articulam taxonomia, ecologia e proteção legal.
Feedback imediato e dialógico: cada resposta recebe retorno instantâneo da personagem Dra. Conceição Ribeiro, com explicações contextualizadas que reforçam a aprendizagem — o erro vira oportunidade de ensino, não punição.
Mecânicas variadas de interação: quiz de múltipla escolha, ordenação por arrastar e soltar (hierarquia taxonômica), classificação de fatores (favorável vs. limitante), questões integradoras com sistema de dicas progressivas e desafios que exigem articulação de conceitos de múltiplas fases — mantendo o engajamento do início ao fim.
Design responsivo e acessível: interface imersiva com identidade visual naturalista, otimizada para qualquer tamanho de tela. Tecnologia HTML5 + React, sem dependência de plugins ou downloads.
Sistema de avaliação integrado: pontuação acumulativa por fase (até 3.600 pontos), barra de progresso visual no HUD, títulos por bioma conquistado (Explorador do Cerrado, Guardião da Mata Atlântica etc.) e certificado personalizado ao final com nome do aluno e faixa de desempenho (Aprendiz de Campo, Naturalista em Formação, Naturalista Pleno ou Naturalista Mestre).
Versão AEE — Atendimento Educacional Especializado
O jogo inclui uma versão adaptada para estudantes público-alvo do Atendimento Educacional Especializado (AEE), selecionável na tela inicial. A versão AEE mantém a mesma estrutura de 6 fases e a mesma narrativa com a Dra. Conceição Ribeiro, mas com adaptações na forma de apresentação: linguagem simplificada e direta, com enunciados mais curtos e vocabulário acessível; texto em caixa alta e fonte sans-serif (Lato) para maior legibilidade; 12 questões adaptadas (em vez de 33), com alternativas mais objetivas e dicas sem penalidade de pontos; atividades por clique em vez de arrastar e soltar, eliminando barreiras motoras; nomes científicos preservados em grafia correta (itálico, sem caixa alta), respeitando a convenção taxonômica; indicador "AEE" visível no HUD durante todo o jogo; e pontuação máxima própria (1.300 pontos) com o mesmo sistema de certificado e faixas de desempenho. A versão AEE não simplifica o conteúdo — adapta a forma de acesso a ele. Cabe ao professor, em conjunto com o profissional do AEE, avaliar o perfil de cada estudante e identificar para quais alunos esta versão é a mais adequada. Dependendo do nível de suporte necessário, o jogo pode ser utilizado de forma autônoma ou com a mediação do professor, que acompanha a atividade oferecendo apoio na leitura dos enunciados, na interpretação das alternativas e no resgate dos conceitos trabalhados. A concepção da versão AEE dialoga com os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), oferecendo múltiplos meios de engajamento (narrativa, pontuação, feedback motivacional), múltiplos meios de representação (duas versões do mesmo conteúdo com linguagens e formatos distintos) e múltiplos meios de ação e expressão (interação por clique, arrastar ou seleção, conforme a versão).
Alinhamento Pedagógico
Desenvolve integralmente a habilidade EM13CNT202 da BNCC e a habilidade EM13CNT202BIO/ES da SEDU-ES, contemplando hierarquia taxonômica, critérios de classificação (morfológico, fisiológico, comportamental e molecular), nomenclatura binomial, fatores limitantes, tolerância ecológica, endemismo e a conexão entre taxonomia e conservação. Estimula o pensamento crítico por meio da análise de casos reais da fauna e flora brasileira e o raciocínio científico ao exigir que o aluno articule conceitos de múltiplas fases para justificar a proteção legal de espécies ameaçadas.
O que o aluno aprende em cada fase
O Codex da Vida foi estruturado para que cada bioma introduza um conjunto específico de conceitos, criando uma progressão lógica do mais simples ao mais complexo.
Fase 1 — Cerrado: Hierarquia da Vida. O aluno conhece os oito níveis da hierarquia taxonômica (Domínio, Reino, Filo, Classe, Ordem, Família, Gênero e Espécie), os cinco reinos dos seres vivos e o sistema de três domínios de Woese. Uma atividade de arrastar e soltar desafia o aluno a organizar a sequência correta. O Cerrado, bioma com uma das maiores biodiversidades do planeta, serve de cenário para apresentar a necessidade de um sistema de classificação universal.
Fase 1 — Cerrado: organize a hierarquia da vida do mais abrangente ao mais específico.
Fase 2 — Mata Atlântica: Critérios de Classificação. Nesta fase, o foco recai sobre os diferentes critérios utilizados pelos biólogos para classificar os seres vivos: morfológico (forma e estrutura), fisiológico (funções), comportamental e molecular (análise de DNA/RNA). O aluno também diferencia estruturas análogas de homólogas, explora o conceito biológico de espécie (Mayr) e conhece os fundamentos da cladística. A Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil, contextualiza a urgência de conhecer e catalogar as espécies antes que desapareçam.
Fase 3 — Caatinga: Nomenclatura Binomial. O aluno domina o sistema de nomenclatura binomial de Carl Lineu (1758), aprendendo as cinco regras de escrita dos nomes científicos e o Princípio da Prioridade. Compreende por que um sistema padronizado é essencial para a comunicação científica internacional e por que nomes populares são insuficientes para identificar espécies. A Caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro, é o palco desta etapa.
Fase 3 — Caatinga: qual etiqueta de herbário apresenta o nome científico grafado corretamente?
Fase 4 — Pantanal: Fatores Ecológicos e Nicho. Os conceitos de fatores abióticos e bióticos, Lei do Mínimo de Liebig, Lei da Tolerância de Shelford, nicho ecológico e partilha de recursos são explorados no contexto do Pantanal, a maior planície alagável do mundo. O aluno classifica fatores como favoráveis ou limitantes em uma atividade interativa e compreende como as condições ambientais determinam a distribuição das espécies. Os conceitos de endemismo e espécies xéricas são introduzidos nesta fase.
Fase 5 — Pampa: Endemismo e Conservação. O Pampa, único bioma brasileiro de clima subtropical/temperado e o mais ameaçado do país (menos de 30% preservado), serve de cenário para aprofundar endemismo, fator limitante e a conexão entre taxonomia e proteção legal. A fase culmina em uma questão integradora sobre o tuco-tuco-das-dunas, que articula nome científico, endemismo, declínio de habitat e fator limitante em um argumento de conservação.
Fase 6 — Amazônia: Integração e Proteção Legal. A fase final, ambientada na maior floresta tropical do mundo, propõe desafios integradores que exigem a articulação de todos os conceitos anteriores. O aluno aprende sobre o processo formal de descrição de espécies (ICZN e holótipo), a megadiversidade brasileira, o déficit taxonômico e os níveis de organização ecológica (organismo, população, comunidade, ecossistema, bioma). Três desafios integradores encerram a expedição, exigindo que o aluno construa argumentos completos de conservação combinando taxonomia, ecologia e legislação ambiental.
Fase 6 — Amazônia: qual argumento científico é mais sólido para justificar a proteção urgente de uma espécie?
Perguntas frequentes
O jogo é gratuito? Sim. O Codex da Vida é totalmente gratuito e não exige nenhum tipo de cadastro, assinatura ou instalação. Basta acessar a página e clicar em jogar.
Funciona no celular? Sim. O jogo foi desenvolvido com design responsivo e é compatível com smartphones, tablets e computadores. Para a melhor experiência, recomendamos o modo tela cheia.
O jogo cobre todo o conteúdo de taxonomia do Ensino Médio? O jogo cobre os principais conceitos da habilidade EM13CNT202 da BNCC: hierarquia taxonômica, critérios de classificação, nomenclatura binomial, fatores ecológicos, endemismo e conservação. É um recurso complementar projetado para integrar o planejamento pedagógico do professor, tornando a aprendizagem mais significativa e engajante.
Posso usar o jogo com alunos público-alvo do AEE? Sim. O jogo conta com uma versão AEE selecionável na tela inicial, com linguagem simplificada, fonte sans-serif de maior legibilidade, atividades por clique (sem arrastar), enunciados mais curtos, dicas sem penalidade e pontuação adaptada. Cabe ao professor, em conjunto com o profissional do AEE, avaliar para quais estudantes esta versão é a mais adequada. O jogo pode ser utilizado de forma autônoma ou com mediação do professor, conforme o nível de suporte necessário.
Há algum material de apoio para o professor? A seção "Materiais" do Ciência Plural está em desenvolvimento e em breve disponibilizará atividades complementares para uso em sala de aula, alinhadas aos conteúdos de cada fase do jogo.